Este não é um prato
típico de mar, no entanto os marinheiros não são seres marinhos, embora lá
passem muito do deu tempo útil. Muitas vezes os temporais abatem-se sobre os
navios, não se consegue pescar, não pescando as caldeiradas ficam mais
dependentes da imaginação dos cozinheiros, o pessoal precisa de comer.
Nesse caso, o
cozinheiro tem de ter alguma imaginação e fornecer uma alternativa credível.
Eu fui enfermeiro,
pelas ocorrências extraordinárias que surgem nesta vida, tive de fazer de
cozinheiro e ajudante de cozinha, isto para literalmente “tapar buracos”, ou
seja substituir camaradas impossibilitados. No mar temos de ser solidários e
desempenhar as funções, que sejam necessárias ao bem comum.
Estas bifanas eram
consumidas na minha casa de família, a minha mãe destinava este prato com uma
certa frequência e eu resolvi fazê-lo no mar. Era um prato muito simples e económico, a tripulação gostava muito e o armador também.
Não se pense, que cozinhar para cerca de 30 e poucas almas seja
uma tarefa fácil, no entanto se o fosse perdia alguma da sua piada.
Mas vamos ao prato!
 |
| Marinam-se as bifanas pelo menos 30 minutos, com sumo de limão e sal |
 |
| Enquanto estas marinam (tapadas), preparam-se as cebolas |
 |
| As batatas vão a cozer |
 |
| Num tacho, fazemos uma cama de cebola e em cima uma de febras de porco, sucessivamente |
 |
| A bancada de trabalho |
 |
| Os temperos para o molho, cerveja, piripiri e pimenta |
 |
| Quando o tacho "gorgolejar" (ferver) adiciona-se este molho acrescido de um copo de água |
 |
| Cozinhados prontos |
 |
| E servidos |
 |
| As febras |
 |
| A foto final! |
Sem comentários:
Enviar um comentário