13 novembro 2025

Arroz de Xalxiças

 


  

  Algures entre finais de 2004 e inícios de 2005 fizemos mais uma viagem ao Triângulo, Mar de Barents, ao norte da Noruega e da Rússia. Acima de nós só o Polo Norte, terra do Pai Natal.

A viagem que era para ser curta, foi-se prolongando pela ausência de peixe (sobretudo bacalhau). O clima era atípico, ventos muito fortes do quadrante sul e a única vez que o vento rondou a norte, o navio ficou todo branco. Com a extensão da viagem os géneros começaram a faltar e tiveram de ser racionados. Valeu o bom humor e a boa vontade da tripulação, que concentrou no cozinheiro a sua gestão, inclusivamente as suas doses de bebidas.

  Nestes propósitos, houve uma manobra de recolha do aparelho de pesca e ao virar a rede esta trouxe uma rocha enorme junto. Havia que a pôr fora, só que era muito grande e pesada, requeria o esforço de dois ou três homens. Nisto o Cristóvão Martins pegou nela com uma facilidade e simplicidade, e disse ao Contramestre – “Onde quer que eu ponha isto?”.

O capitão, Fernando Vergas riu-se e disse, - “Este gajo parece mesmo o Obélix, olha para esta ligeireza e simplicidade!”. Ficou, o Cristóvão ficou conhecido entre a tripulação por Obélix e toda a gente o tratava como tal. Acontece que o Obélix gostava muito de arroz com salsichas, então virou-se para o Amador (o Cozinheiro) e perguntou-lhe – “quando é que fazes arroz com Xalxiças?” (assim mesmo, ele falava um pouco axim).

Então o arroz de Xalxiças ficou famoso a bordo.

 

Primeiro preparamos os géneros

Usar um azeite honesto

Refugado simples, azeite, alho e cebola

Juntou-se um pouco de pimento e tomate de lata

Depois o arroz foi refugado com estes, a seco!

As Xalxiças e ervilhas

São adicionadas quando este preparo ferver

Está tudo pronto e servido

Cá está o prato


E a foto final!


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