Pode parecer monomania, mas não é. Este rol de pratos com as línguas, os Samos, boininhas, etc. Era fruto daquilo que pescávamos e não era aproveitado para a carga. Estes derivados, que em terra são caríssimos, nos navios são deitados ao mar. O Contramestre ou o Cozinheiro é que decidem aproveitá-los para fazer a refeição de fim de Quarto, a célebre Caldeirada.
Hoje vamos fazer um arroz de línguas, cá em casa. São hábitos de mar que não se perdem e todas estas receitas eram as normais de bordo. Sabendo que os pescadores entram ao serviço em jejum, para poder dormir mais um pouco, quando saem têm de comer uma refeição forte.
Reunidos os materiais, começamos por estrugir num pouco de azeite e margarina, a cebola e a pimenta. De seguida juntamos o tomate pelado, a polpa do mesmo e um pouco de cerveja, deixamos refogar. Depois passamos este preparado pela varinha mágica e foi novamente ao lume até levantar fervura. Então adicionámos um pouco de água e pimento esperando-se pela fervura, após o que se lhe juntou as línguas e as ervilhas. Estando estes cozinhados, deixa-se repousar um pouco e serve-se o petisco.
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| Os materiais a serem utilizados |
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| Começamos por derreter um pouco de margarina no azeite |
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| Juntamos a pimenta |
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| O tomate pelado e polpa |
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| Deixamos levantar fervura |
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| Adiciona-se a cerveja |
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| Deixa-se levantar fervura |
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| Os pimentos e as línguas |
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| mergulham-se no tacho fervente |
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| Deixa-se levantar fervura e adiciona-se o arroz e depois as ervilhas |
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| Quando cozinhado deixa-se repousar um pouco |
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| E serve-se |
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| A foto final |
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