Algures entre finais
de 2004 e inícios de 2005 fizemos mais uma viagem ao Triângulo, Mar de Barents,
ao norte da Noruega e da Rússia. Acima de nós só o Polo Norte, terra do Pai
Natal.
A viagem que era para ser curta, foi-se prolongando pela
ausência de peixe (sobretudo bacalhau). O clima era atípico, ventos muito
fortes do quadrante sul e a única vez que o vento rondou a norte, o navio ficou
todo branco. Com a extensão da viagem os géneros começaram a faltar e tiveram
de ser racionados. Valeu o bom humor e a boa vontade da tripulação, que
concentrou no cozinheiro a sua gestão, inclusivamente as suas doses de bebidas.
Nestes propósitos,
houve uma manobra de recolha do aparelho de pesca e ao virar a rede esta trouxe
uma rocha enorme junto. Havia que a pôr fora, só que era muito grande e pesada,
requeria o esforço de dois ou três homens. Nisto o Cristóvão Martins pegou nela
com uma facilidade e simplicidade, e disse ao Contramestre – “Onde quer que eu
ponha isto?”.
O capitão, Fernando Vergas riu-se e disse, - “Este gajo
parece mesmo o Obélix, olha para esta ligeireza e simplicidade!”. Ficou, o
Cristóvão ficou conhecido entre a tripulação por Obélix e toda a gente o
tratava como tal. Acontece que o Obélix gostava muito de arroz com salsichas,
então virou-se para o Amador (o Cozinheiro) e perguntou-lhe – “quando é que
fazes arroz com Xalxiças?” (assim mesmo, ele falava um pouco axim).
Então o arroz de Xalxiças ficou famoso a bordo.
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| Primeiro preparamos os géneros |
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| Usar um azeite honesto |
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| Refugado simples, azeite, alho e cebola |
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| Juntou-se um pouco de pimento e tomate de lata |
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| Depois o arroz foi refugado com estes, a seco! |
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| As Xalxiças e ervilhas |
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| São adicionadas quando este preparo ferver |
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| Está tudo pronto e servido |
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| Cá está o prato |
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| E a foto final! |
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