Comecei com esta mania das ovas de bacalhau, nas campanhas de pesca ao mar de Barents, lá bem no norte. Frequentemente, ao fazer-se a tradicional caldeirada da meia-noite no navio Murtosa, colocava umas ovas em cima da caldeirada de bacalhau. O Amador, que era o cozinheiro, dizia que era tremendamente indigesto para a noite, sobretudo antes de dormir. Mas com aquela idade, não fazia diferença, agora também não.
Para fazer este prato, começamos por colocar um fio de azeite e uma noz de margarina
no fundo de um tacho, seguidamente faz-se uma cama de cebola e os alhos
fatiados. Por cima coloca-se a batata cortada ao comprido sobre a qual se
colocam as ovas. Polvilha-se com um pouco de sal (não muito, pois ainda vai
levar um molho de tempero) e por cima leva o tomate pelado, com os pimentos
verde e vermelho. Nova camada de cebola às rodelas. Não se fecha com nova
camada de batatas, uma vez que são ovas e não as queremos danificar.
Vai ao lume assim
seco até começar a borbulhar, então rega-se com o molho.
O molho:
Aproveitamos o molho que ficou na lata de tomate e
acrescentamos sal, pimenta, piripiri e acaba de se encher com cerveja.
Bom apetite!
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| A bancada de cozinha guarnecida |
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| Com os materiais para a caldeirada e para o cozinheiro |
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| Azeite e uma noz de margarina |
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| Depois colocam-se os alhos e faz-se uma cama de cebola |
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| Por cima uma cama de batata cortada ao comprido |
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| Por cima colocam-se as ovas |
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| E por cima destas, o tomate esmagado, tiras de pimento verde e vermelho |
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| A finalizar as camadas, fecha-se com uma de cebola adicional |
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| Ao molho que sobrou, juntam-se os temperos finais e cerveja |
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| O producto final |
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| Belo jantar |
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| A foto final |
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